Comício




De onde vem esse dis(des)curso
De código lunático
Que denuncia o poder
Sentado no próprio rabo? Arrotos passam trovejantes
Em nuvens rubras abstratas
Vindas da capital (se faz aqui também) Como se a capital nos desse horizonte
Nem que belo fosse, e se tivesse brio
Carlos Donizete BertolucciO senhor que governa a praça
Da liberdade que tardia.
E assim, de cíclicos vendavais
Um dos netos Neves, o mumificado
Silaba:
“Abra-te Sésamo”!
E sempre juntos, com mais de  Seus Quarenta Ibrains,
Peitam outros cancros
Tipo Costa ou Andradas
Entre outros totens/Dornelles cadavéricos do Brasil.

(Minas de poços secos
entre suas rochas sucumbidas,
Jequitinhonha sobrevive
Repetindo as etiópias
Do nordeste do Brasil)

Quem me ler agora há de pensar:
Foi a revolução francesa do Brasil
Entre Canudos
Serra da Barriga
Bico de Papagaio
Que fizeram governos complacentes
E inventaram coronéis
De cabo-a-rabo no Brasil. (?!)
(Videm notas de rodapé)
Mas, Bahia e nordeste todo
Do cacau, cana-de-açúcar, grilagem, apadrinhagem,
É povo alienado, escravizado: Minas, todo sudeste, não perde para este povo
De “padinhos malvadezas” de São Salvador: Salvador de “coronéis”!

O esperto é lobo no palanque:
Rosna por seus delírios
Tanto finge que faz crer
Que é santo, um herói,
Tosco manipulador: Manipula a si mesmo!
(todo aquele que manipula, se auto-manipula)
E de vampiro a vampiros
Se “fazem” luas cheias no Brasil.

Mas esse vento que traz sombras Que arranca da vida a sua essência
Há de espelhar num campo limpo
Para descerrar a última batalha
Sem cunho nacionalista(1)
A Revolução Brasileira do Brasil!(2)

Notas: Um, dois= Feijão com arroz!
(1)- Não existe Bahia, não existe Minas...
Não existem Fronteiras...
(2)- Não existe Brasil, o Brasil é o mundo... A Revolução Mundial...