Maneiras de Morar - O Censo no Final da Idade Média
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Autor: Carlos Donizete Bertolucci
A Idade Média foi perturbada por perseguições, pestes e guerras, enquanto o espaço era disputado em todos os momentos entre pobres e nobres, numa aglomeração nos espaços urbanos e, de repente um êxodo dos centros para a área rural que trouxeram um vazio acarretando em ruínas, as edificações. Mas foi graças a vários documentos, e inventários de famílias que trouxeram subsídios, principalmente dos séculos XIV e XV sobre os censos feitos neste período. Nesta época, as lareiras representavam uma casa, e dentro dela, um lar ou mais.
“Manter lareira e lar, fazer fogo vivo”! Esta era uma expressão comum desse período.
Dentre tantos documentos consumidos, alguns preservados são os que nos dão conta da forma dos censos que eram realizados nos séculos XIV e XV. Em nosso favor, os textos do livro A História da Vida Privada, Ariès, Philippe; Georges Duby, pág. 421 a 434, que relatam de alguns documentos que mencionam a relação de lares ou casas, de famílias nucleares ou de famílias ampliadas, através de suas “lareiras”.
Também em uma das cartas de Horácio ele menciona “um lugarejo de cinco lareiras”. E Voltaire escreve em seu artigo População o seu cálculo nas regiões em que esteve: 4 pessoas e meia por lareira.
Porém, essa catalogação só tinha inicialmente, um interesse: a cobrança de impostos!
O método em princípio usado para o recenseamento era contabilizar as lareiras: por elas tinha-se uma idéia de quantas pessoas se reuniam sob aquele teto. E de acordo com um novo imposto (o focagium) criado pela Normandia, já desde o século XII, cada lareira era devedora. Era assim declarado: lareiras ricas e pobres, lareiras mendigas, lareiras de pequenos e de grandes.
O censo também era feito por “conduto”(chaminé) no leste da França: cada conduto ou casa significavam 3 pessoas, logo, 10 condutos eram iguais à mais de 30 pessoas que mantinham fogo na cidade. No sul da França a lareira era conhecida por Belugue, no século XIV.
Um documento importantíssimo que data de 1427 é deixado pelo cadastro florentino, que enumera uma média de 4,42 pessoas por lareira, sendo assim:
Nas cidades: média de 3,91 pessoas
No campo: média de 4,74 pessoas
Também compunham um lar: sobrinho, sobrinha, irmão ou irmã, tia, avô. O lar era sempre uma família e, a casa (lareira), podia comportar mais de um lar.
Hoje, ainda usam-se meios semelhantes para fazer o levantamento imediato de quantas pessoas estão em volta de um televisor em determinado momento, para apurar o contingente de telespectadores, e assim medirem o “ibope” de certos programas televisivos.
Um meio de relativo recenseamento brusco e curioso, que esse método de censo das “lareiras” faz lembrar, era usado por Lampião, o Capitão Virgulino. Em suas investidas nas cidades no interior do sertão brasileiro, quando seu suprimento alimentar estava esgotado e era necessário, senão só por bem, adentrar em uma cidade, ele enviava um batedor na frente de suas fileiras para contar quantas “Torres” tinham o lugar. O termo “torre” significava “igreja”, e assim, por quantas igrejas tivessem a cidade, Lampião supunha o contingente policial do lugar e da sua população para criar a sua estratégia de entrada na cidade.
A importância que os textos da época medieval apresentam, é também o modo de vida e seus costumes. Outro fato que aparece é o da delimitação da terra, contrapondo a fixação fundiária com os meios comuns da memória agrária, isto é, o direito à posse da terra. O que era de costume ser dos castelos, das cidades, dos mosteiros, agora toma conta do campo com a demarcação de posse: as cercas!
Um documento que se destacou nessa época foi a Bula Papal, ou Bula Papae, pela sua contundência no conluio da Igreja, neste caso, com os senhores de posses e ricos latifundiários: a estes senhores que doavam para a Igreja exageros em valores materiais como bens, terras, jóias, e dinheiro, e em troca o bispo lhes concediam esta Bula (carta/documento) que lhes davam autoridades e poderes de enviarem vivos para a fogueira da “santa” inquisição, quem e quantas pessoas esses poderosos senhores desejassem, além de adquirirem, por “ordem” da Igreja, um lugar especial no “céu”.
No final da Idade Média, talvez pelas dificuldades provocadas pela Guerra dos Cem Anos, observa-se um novo conceito de morar, em uma parte da França. A lareira podia comportar uma família patriarcal, ou de dois irmãos, ambos casados, conforme relata Georges Duby em um parágrafo de seu livro A História da Vida Privada, que colocam tudo em comum: sua força de trabalho, suas riquezas, etc., ...”para viverem uma mesma panela e lareira, numa mesma casa”. Ou ainda dois amigos sem vínculos sanguíneos.
A crise demográfica provocada pelas dificuldades e pelas invasões bárbaras acarretou no abandono de várias casas nas cidades fechadas, o que as levaram a ruínas.
Outra forma de levantamento, foram os censos por meio dos testamentos que relatam a porcentagem de famílias nucleares e famílias ampliadas (genros, noras, sobrinhos, tios, etc.).
Segundo J. Gallet, em um lar no norte da França foram registrados 19 pessoas. Os lares efetivos compõem de 1 à 12 pessoas ou mais, entre os séculos XIV e XV.
O lar de Lorenzo Di Jacopo, da Toscana de 1427 abrigava 10 famílias conjugais: 47 pessoas distribuídas por 4 gerações.
A casa de Reims (França) no final da Idade Média, representa a casa com mais de um lar, pois ao lado do alojamento principal, elas oferecem 1 ou 2 quartos de aluguel, ou abrigam parentes que fogem das guerras.
Paris é o caos no início do século XV, com seus imóveis reduzidos com vários locatários por andares, com pátios lotados de badulaques, espeluncas e de alpendres, - amontoamentos análogos, devido a divisão dos imóveis de aluguel entre vários locatários. No final do século XV essa situação piora nas cidades Bretãs, com duas ou três famílias se aglomerando sob um mesmo teto, sob uma mesma cumeeira. Em Chambéry, neste final de século contava-se até 3 lares por casa, ou 3 mil habitantes por 306 casas recenseadas, relata Jean- Pierre Leguay.
Enquanto se fazem possíveis comparações de aldeia para aldeia, de datas em datas, observa-se que até o final da Idade Média vários lares da alta nobreza, podia não corresponder a uma casa, pois as tinham em múltiplas residências como: solares, castelos ou palácios urbanos que eram ocupados apenas por porteiros, zeladores ou capitão mantenedor do local.
No documento Débat des Herauts D´armes de France et d´Angleterre do mesmo livro configura uma picuinha pequeno-burguesa entre os arautos da Inglaterra e da França disputando quem tem o melhor espaço, que deram a saber, sobre vários parques de caça destinados a bel prazeres de reis e de príncipes, - os da Inglaterra cercados por valas, e os da França por muros altos, onde de fato, toda a espécie de bichos existem ali para a caça.
O despovoamento dos centros urbanos nos séculos XIV e XV vieram multiplicando os terrenos baldios e, a partir de 1450 retomam a questão da terra com a “memória agrária”. Começam os trabalhos de agrimensura, títulos de posse; o senhor do solo, - longe do olhar alheio! Materializava a tomada de posse: o Puzzle fundiário, com cercas delimitando a terra, com seus prados, bosques e as chamescas, com suas casas e pomares cercados.
O instinto de posse se aflora com a delimitação da terra: a sua demarcação!
No final do século XV a nobreza , a realeza e a Igreja, vivem cercados de prestígios e prazeres, em seus latifúndios, castelos e palácios.

“Assim por toda parte traçamos muitos passos/ E por grandes pátios/ Pátios largos, compridos mais que um canal/ onde estavam grandes depósitos de lenha,/ Bem pavimentados e belos de todos os lados”..., ...”dulcíssimo paraíso, todo por altos muros bem fechado”/...
O relato de Cristiane de Pisan nestes versos acima, quando de sua visita ao povoado Saint-Louis de Poissy, “onde crescem mais de 140 árvores frutíferas, e ainda um belo recinto, onde brincam gamos, lebres, coelhos, cabritos selvagens, e enfim dois viveiros ricos em peixes”, que abrigava também a filha de Carlos VI, um mosteiro de ordem dominicana, mostra a ostentação de poder e riqueza no final da Idade Média.
...”com seus castelos e jardins, pátios, viveiros, tanques, parques e pomares, com seus muros, suas fontes decoradas, com parreiras e cabanas, com sua natureza domesticada, recanto de árvores, seus bancos e suas galerias,- lugares do repouso, da alegria, das canções e das danças de roda, amores abertos e discretos, dos debates e dos folguedos, mas também símbolo da virgem e da virgindade”. A imponência das construções eclesiásticas acendia como as fogueiras da “santa inquisição” na Idade Média: O capelão dom Antônio de Beatis, secretário do cardeal Luis d´Aragon descreve o castelo de Gaillon, construção suntuosa do arcebispo de Rouen, anota que o cardeal Georges d´Amboise, então conselheiro de Luis XII, não fica atrás: “O parque, de duas léguas de circuito, fechado por uma espessa e alta muralha, a qual encerra igualmente o jardim do castelo. Esse parque é tanto mais notável quando compreende partes arborizadas e partes descobertas, pequenos pavilhões, sem dúvida destinados a pausas, por ocasião das caças, e certamente todas as espécies de caças. Quanto ao jardim, de forma quadrada, encerra por sua vez quadrados menores, cercados por grades de madeira pintadas de verde. Há até um viveiro de pássaros e uma vasta pradaria. É apenas depois de ter admirado essas maravilhas que o visitante chega às duas galerias que dão acesso ao castelo”
Os parques reais, nada tinham a invejar essas realizações!
“OPUS DEI?”
“Manter lareira e lar, fazer fogo vivo”! Esta era uma expressão comum desse período.
Dentre tantos documentos consumidos, alguns preservados são os que nos dão conta da forma dos censos que eram realizados nos séculos XIV e XV. Em nosso favor, os textos do livro A História da Vida Privada, Ariès, Philippe; Georges Duby, pág. 421 a 434, que relatam de alguns documentos que mencionam a relação de lares ou casas, de famílias nucleares ou de famílias ampliadas, através de suas “lareiras”.
Também em uma das cartas de Horácio ele menciona “um lugarejo de cinco lareiras”. E Voltaire escreve em seu artigo População o seu cálculo nas regiões em que esteve: 4 pessoas e meia por lareira.
Porém, essa catalogação só tinha inicialmente, um interesse: a cobrança de impostos!
O método em princípio usado para o recenseamento era contabilizar as lareiras: por elas tinha-se uma idéia de quantas pessoas se reuniam sob aquele teto. E de acordo com um novo imposto (o focagium) criado pela Normandia, já desde o século XII, cada lareira era devedora. Era assim declarado: lareiras ricas e pobres, lareiras mendigas, lareiras de pequenos e de grandes.
O censo também era feito por “conduto”(chaminé) no leste da França: cada conduto ou casa significavam 3 pessoas, logo, 10 condutos eram iguais à mais de 30 pessoas que mantinham fogo na cidade. No sul da França a lareira era conhecida por Belugue, no século XIV.
Um documento importantíssimo que data de 1427 é deixado pelo cadastro florentino, que enumera uma média de 4,42 pessoas por lareira, sendo assim:
Nas cidades: média de 3,91 pessoas
No campo: média de 4,74 pessoas
Também compunham um lar: sobrinho, sobrinha, irmão ou irmã, tia, avô. O lar era sempre uma família e, a casa (lareira), podia comportar mais de um lar.
Hoje, ainda usam-se meios semelhantes para fazer o levantamento imediato de quantas pessoas estão em volta de um televisor em determinado momento, para apurar o contingente de telespectadores, e assim medirem o “ibope” de certos programas televisivos.
Um meio de relativo recenseamento brusco e curioso, que esse método de censo das “lareiras” faz lembrar, era usado por Lampião, o Capitão Virgulino. Em suas investidas nas cidades no interior do sertão brasileiro, quando seu suprimento alimentar estava esgotado e era necessário, senão só por bem, adentrar em uma cidade, ele enviava um batedor na frente de suas fileiras para contar quantas “Torres” tinham o lugar. O termo “torre” significava “igreja”, e assim, por quantas igrejas tivessem a cidade, Lampião supunha o contingente policial do lugar e da sua população para criar a sua estratégia de entrada na cidade.
A importância que os textos da época medieval apresentam, é também o modo de vida e seus costumes. Outro fato que aparece é o da delimitação da terra, contrapondo a fixação fundiária com os meios comuns da memória agrária, isto é, o direito à posse da terra. O que era de costume ser dos castelos, das cidades, dos mosteiros, agora toma conta do campo com a demarcação de posse: as cercas!
Um documento que se destacou nessa época foi a Bula Papal, ou Bula Papae, pela sua contundência no conluio da Igreja, neste caso, com os senhores de posses e ricos latifundiários: a estes senhores que doavam para a Igreja exageros em valores materiais como bens, terras, jóias, e dinheiro, e em troca o bispo lhes concediam esta Bula (carta/documento) que lhes davam autoridades e poderes de enviarem vivos para a fogueira da “santa” inquisição, quem e quantas pessoas esses poderosos senhores desejassem, além de adquirirem, por “ordem” da Igreja, um lugar especial no “céu”.
No final da Idade Média, talvez pelas dificuldades provocadas pela Guerra dos Cem Anos, observa-se um novo conceito de morar, em uma parte da França. A lareira podia comportar uma família patriarcal, ou de dois irmãos, ambos casados, conforme relata Georges Duby em um parágrafo de seu livro A História da Vida Privada, que colocam tudo em comum: sua força de trabalho, suas riquezas, etc., ...”para viverem uma mesma panela e lareira, numa mesma casa”. Ou ainda dois amigos sem vínculos sanguíneos.
A crise demográfica provocada pelas dificuldades e pelas invasões bárbaras acarretou no abandono de várias casas nas cidades fechadas, o que as levaram a ruínas.
Outra forma de levantamento, foram os censos por meio dos testamentos que relatam a porcentagem de famílias nucleares e famílias ampliadas (genros, noras, sobrinhos, tios, etc.).
Segundo J. Gallet, em um lar no norte da França foram registrados 19 pessoas. Os lares efetivos compõem de 1 à 12 pessoas ou mais, entre os séculos XIV e XV.
O lar de Lorenzo Di Jacopo, da Toscana de 1427 abrigava 10 famílias conjugais: 47 pessoas distribuídas por 4 gerações.
A casa de Reims (França) no final da Idade Média, representa a casa com mais de um lar, pois ao lado do alojamento principal, elas oferecem 1 ou 2 quartos de aluguel, ou abrigam parentes que fogem das guerras.
Paris é o caos no início do século XV, com seus imóveis reduzidos com vários locatários por andares, com pátios lotados de badulaques, espeluncas e de alpendres, - amontoamentos análogos, devido a divisão dos imóveis de aluguel entre vários locatários. No final do século XV essa situação piora nas cidades Bretãs, com duas ou três famílias se aglomerando sob um mesmo teto, sob uma mesma cumeeira. Em Chambéry, neste final de século contava-se até 3 lares por casa, ou 3 mil habitantes por 306 casas recenseadas, relata Jean- Pierre Leguay.
Enquanto se fazem possíveis comparações de aldeia para aldeia, de datas em datas, observa-se que até o final da Idade Média vários lares da alta nobreza, podia não corresponder a uma casa, pois as tinham em múltiplas residências como: solares, castelos ou palácios urbanos que eram ocupados apenas por porteiros, zeladores ou capitão mantenedor do local.
No documento Débat des Herauts D´armes de France et d´Angleterre do mesmo livro configura uma picuinha pequeno-burguesa entre os arautos da Inglaterra e da França disputando quem tem o melhor espaço, que deram a saber, sobre vários parques de caça destinados a bel prazeres de reis e de príncipes, - os da Inglaterra cercados por valas, e os da França por muros altos, onde de fato, toda a espécie de bichos existem ali para a caça.
O despovoamento dos centros urbanos nos séculos XIV e XV vieram multiplicando os terrenos baldios e, a partir de 1450 retomam a questão da terra com a “memória agrária”. Começam os trabalhos de agrimensura, títulos de posse; o senhor do solo, - longe do olhar alheio! Materializava a tomada de posse: o Puzzle fundiário, com cercas delimitando a terra, com seus prados, bosques e as chamescas, com suas casas e pomares cercados.
O instinto de posse se aflora com a delimitação da terra: a sua demarcação!
No final do século XV a nobreza , a realeza e a Igreja, vivem cercados de prestígios e prazeres, em seus latifúndios, castelos e palácios.
“Assim por toda parte traçamos muitos passos/ E por grandes pátios/ Pátios largos, compridos mais que um canal/ onde estavam grandes depósitos de lenha,/ Bem pavimentados e belos de todos os lados”..., ...”dulcíssimo paraíso, todo por altos muros bem fechado”/...
O relato de Cristiane de Pisan nestes versos acima, quando de sua visita ao povoado Saint-Louis de Poissy, “onde crescem mais de 140 árvores frutíferas, e ainda um belo recinto, onde brincam gamos, lebres, coelhos, cabritos selvagens, e enfim dois viveiros ricos em peixes”, que abrigava também a filha de Carlos VI, um mosteiro de ordem dominicana, mostra a ostentação de poder e riqueza no final da Idade Média.
...”com seus castelos e jardins, pátios, viveiros, tanques, parques e pomares, com seus muros, suas fontes decoradas, com parreiras e cabanas, com sua natureza domesticada, recanto de árvores, seus bancos e suas galerias,- lugares do repouso, da alegria, das canções e das danças de roda, amores abertos e discretos, dos debates e dos folguedos, mas também símbolo da virgem e da virgindade”. A imponência das construções eclesiásticas acendia como as fogueiras da “santa inquisição” na Idade Média: O capelão dom Antônio de Beatis, secretário do cardeal Luis d´Aragon descreve o castelo de Gaillon, construção suntuosa do arcebispo de Rouen, anota que o cardeal Georges d´Amboise, então conselheiro de Luis XII, não fica atrás: “O parque, de duas léguas de circuito, fechado por uma espessa e alta muralha, a qual encerra igualmente o jardim do castelo. Esse parque é tanto mais notável quando compreende partes arborizadas e partes descobertas, pequenos pavilhões, sem dúvida destinados a pausas, por ocasião das caças, e certamente todas as espécies de caças. Quanto ao jardim, de forma quadrada, encerra por sua vez quadrados menores, cercados por grades de madeira pintadas de verde. Há até um viveiro de pássaros e uma vasta pradaria. É apenas depois de ter admirado essas maravilhas que o visitante chega às duas galerias que dão acesso ao castelo”
Os parques reais, nada tinham a invejar essas realizações!
“OPUS DEI?”
