Leitor
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Acredito, que o mundo da escrita, do livro e da literatura, mundo de traços pretos, seqüência de linhas imóveis sobre páginas brancas, que se oferece ao leitor em silêncio e fixidez, que espera, pede e talvez exija um corpo solitário, parado, sentado, silencioso, concentrado, disposto a, do alto e da esquerda, perseguir e a animar blocos de linhas para produzir sentidos, é difícil para os alunos. Este mundo que tem sido porto seguro, para nós que nos consideramos leitores, é matéria de nossa imaginação e de nossas indagações sobre o outro mundo (o fragmentado, o dissipado, o da oralidade, o das imagens e sons em movimento, o da realidade eletrônica e eletrizante, o da cultura de massa, o da mídia) é um mundo familiar e ao mesmo tempo estranho para os alunos, acostumados com o outro mundo.
