| |
Ao Leitor
A cada dia os meios de comunicação se tornam mais eficientes e rápidos. A aldeia global preconizada na segunda metade do séc. XX tornou-se realidade.
O computador desenvolvido pela NASA, permitiu o êxito das viagens espaciais, tornou-se obsoleto comparado às máquinas que proporcionam o milagre da informática no alvorecer desse século. Esta modernidade, não chegou às instituições políticas.
Minha Primeira Ascensão
Guardo uma recordação indelével das deliciosas sensações de minha primeira tentativa aérea.
Cheguei cedo ao parque de aerostação de Vaugirard, a fim de não perder nenhum dos preparativos. O balão, de uma capacidade de setecentos e cinqüenta metros cúbicos, jazia estendido sobre a grama. A uma ordem do Sr. Lachambre, os operários começaram a enchê-lo de gás.
O fim trágico de um inventor atormentado
No auge de sua criatividade, Santos Dumont foi traído pela saúde. Com menos de 40 anos, já se sentia cansado e envelhecido. “Em 1910, ele começou a sentir os sintomas de uma doença grave, a esclerose múltipla”, conta o biógrafo Henrique Lins. “Seus reflexos ficavam lentos, ele sentia enormes dificuldades para trabalhar, faltava-lhe destreza manual”.
A esclerose múltipla é descrita hoje pelos neurologistas como uma doença auto-imune. Ou seja, por falhas no sistema imunológico, a pessoa produz anticorpos contra seu próprio organismo. Esses anticorpos atacam a mielina, uma espécie de capa que protege as fibras nervosas presentes em todo o sistema nervoso, que conduzem os impulsos elétricos. O mal provoca fraqueza nos braços e pernas, falta de coordenação motora, descontrole urinário e dificuldades visuais. Em cartas para amigos, Santos Dumont escreveu: “Já não tenho controle sobre meus nervos, sou uma pessoa estressada”.
Tem início a Primeira Guerra Mundial (1914 1918) e, como Paris está mobilizada para o esforço de guerra, o brasileiro viaja para Trouville, no sul do país. Lá, é tomado como espião alemão e preso. Após passar uma noite na delegacia, acaba solto pelo governo francês. Mas está arrasado, em estado de choque.
Ao voltar para casa, queima seus arquivos, projetos e diários. Também o deprime ver seu invento usado para bombardear cidades. De volta ao Brasil, tentou morar em Petrópolis, onde construiu uma casinha original, em São Paulo, em Cabangu. Mas não se sentia bem em canto algum.
A doença se tornou mais grave, a depressão aumentou. Desesperado, refugiou-se em um sanatório na Suíça.
Em uma carta de 9 de agosto de 1926, queixou-se a um amigo:
... eu continuo um dia bom outro mal com a tal doença, que não se sabe o que é, mas não desejo para ninguém”.
Em 1928, de volta ao Rio de Janeiro, foi recepcionado, muito a contragosto seu, com uma homenagem na Baía de Guanabara.
Um grupo de professores da Escola Politécnica do Rio e intelectuais embarcaram para o vôo inaugural de um hidroavião batizado com seu nome. Mas o aparelho, ao manobrar em vôo, tocou com a asa na água, espatifou-se, afundou e matou todos os seus tripulantes. Santos Dumont, arrasado, declarou: “Tenho pedido que não voem à minha chegada. Quantas vidas sacrificadas por minha humilde pessoa...”.
Em 1930, ele estava muito pior. No ano seguinte, seu sobrinho, Jorge Dumont Villela, levou-o para descansar em um hotel do Guarujá, no litoral de São paulo. Lá, ele passava o dia brincando com as crianças, na praia, e observando o vôo das gaivotas.
O país estava dividido por uma guerra. São Paulo lutava contra o governo Vargas, no que ficou conhecido como a Revolução Constitucionalista de 1932. Santos Dumont se mortificava ao saber que aviões militares sobrevoavam Santos, bem perto de seu refúgio.
No dia 23 de julho de 1932, o sobrinho deixou momentaneamente o hotel La Plage, onde estavam hospedados. Ao retornar, encontrou Santos Dumont no banheiro do quarto, enforcado com uma gravata.
O governo paulista explorou politicamente a morte do inventor, dizendo que ele havia se matado por desgosto, ao saber que Getúlio estava usando o avião como arma de guerra. Getúlio Vargas, por sua vez, fez divulgar a versão de que o herói havia morrido de forma natural. E proibiu a expedição do atestado de óbito com a causa mortis: suicídio por enforcamento. Santos Dumont tinha acabado de completar 59 anos.
Trairâo " O peixe do norte e o "Fundo do Poço"
Os trairões são peixes originários das bacias Amazônica, Araguaia e Tocantins, foram introduzidos pelo homem nos principais rios e represas de todo o país, ou simplesmente fugiram dos cativeiros (pequenas represas), que desaguavam nos rios que se romperam de maneira desastrada. O traíra pertence a família “Erythrinidae”, fazem parte do gênero “hoplias gill”, e são denominadas cientificamente “Hoplias lacerdae”(Ribeiro, 1908), Trairão.
São peixes de grande porte podendo facilmente passar de 80cm, e pesar mais de 15 kg. Tem coloração predominantemente preta. Os trairores são peixes com escamas, possuem hábito alimentar carnívoro, isto é, alimentam-se de peixes, insetos, larvas, anfíbios, répteis, pequenas aves e até ratos. Seu recorde mundial de captura homologado é de 10,25kg fisgado no lago Israel, no Rio Xingu, Brasil, no dia 15 de julho de 2002, pelo multi recordista mundial Capitão Kadu Magalhães. No Rio Grande pela pressão exercida pela pesca predatória, é praticamente impossível capturar espécimes com mais de 5kg.
Os trairões são peixes muito agressivos, são pouco seletivos na escolha das iscas, com sua voracidade atacam tudo que se move, é insistente no ataque, podendo escapar durante a captura, e mesmo assim votar a atacar a mesma isca.
Pode ser capturado tanto com iscas naturais quanto com iscas artificiais, onde mostra toda sua força, e grande esportividade, fazendo a alegria dos pescadores esportivos. São peixes com desova parcial (várias desovas por ano), com proliferação alta. Eventualmente são encontrados nas lagoas marginais cuidando dos filhotes, mas preferem os locais mais fundos, e com um pouco de corredeira. Possuem dentição ponteaguda e aparência desagradável. Isto causa medo nos pescadores. Cuidados no seu manuseio são necessários onde acidentes são comuns, pois possui mordida fortíssima.
Os trairões são muito admirados, apesar de possuírem muitos “espinhos”, são muito apreciados na culinária, seu filé é delicioso, está entre os melhores que existem, o que faz elevar sua popularidade entre os pescadores. Pode ser criado em cativeiro com sucesso e custo baixo, pois é um peixe rústico, precoce e com excelente ganho de peso.
É um peixe exótico no Rio Grande, foi introduzido nas represas do Sudeste de maneira desastrada e, com a apreensão dos biólogos, pois sua reprodução, desenvolvimento e existência ainda são pouco conhecidos da ciência.
Por sua esportividade e voracidade se tornaram presas fáceis de pescadores inescrupulosos, e são exterminados por sua aparência, ou simplesmente pela crueldade e selvageria de alguns.
A ONG World Wildlife Found, WWF, divulgou recentemente um importante estudo sobre os rios brasileiros. Segundo este estudo somente quatro rios brasileiros de grande porte ainda correm livremente da nascente à foz, ou seja, de onde nascem até onde deságuam. Os quatro rios estudados são Araguaia, Paraguai, Xingu e Madeira. Aliás, são rios de grande importância turística e piscosidade, onde foram quebrados vários recordes mundiais de captura de peixes. De acordo com o estudo estes rios que ainda correm livres estão gravemente ameaçados e expostos à incerteza de projetos de desenvolvimento, e principalmente pela má gestão do homem. Seus ecossistemas podem sofrer danos irreversíveis com a construção de usinas hidrelétricas, ou outras interferências humanas.
Especialmente no rio Madeira, rio dos Tucunarés gigantes (Acuo), afluente do rio Amazonas, existem projetos de construção de duas usinas hidrelétricas no rio Madeira, “Jirau” e “Santo Antonio”. A construção das usinas é citada no estatuto da WWf como a maior e mais terrível ameaça a biodiversidade do rio Madeira. Os impactos negativos seriam estendidos até a ramificação principal do rio Amazonas, e modificaria a geomorfologia das áreas alagadas até os estuários, destruindo toda vida no rio.
Na nossa região sabemos muito bem o que isso significa. Ensinava o brilhante cientista e professor Manuel Pereira de Godoy, maior autoridade em biologia de peixes no país, de saudosa memória “quando se fecham as comportas de uma represa num rio que antes corria livremente, primeiro morrem os pequenos vegetais, depois as plantas maiores vão para o fundo das mesmas, produzem o gás metano, altamente tóxico e letal para a maioria dos peixes, aves e animais”, (a liberação do gás metano é um dos principais causadores do aquecimento global).
Prof. Cacildo Manzan é Cidadão Joaquinense
O professor de Redação e Língua Portuguesa Cacildo Manzan recebeu da Câmara Municipal de São Joaquim da Barra o título de cidadão honorário da cidade pelos relevantes serviços prestados à Educação. Sensível homenagem foi prestada à sua mãe Oralda Manzan na sessão solene que reuniu autoridades, familiares e alunos de Cacildo.
Toca do Bugre "Lugarzinho do café e dos sonhos"
Há vinte e cinco anos, em 1º de dezembro de 1981, surgia a tão conhecida TOCA DO BUGRE. De uma brincadeira entre amigas, surgiu o “lugarzinho do café”... Luciana, Daisy, Neuza e Selma, as quatro amigas que se uniram em busca de uma ocupação.
Seguro para não pescar
Salomão Sousa Oliveira tem 66 anos. Filho de pescador, começou a ajudar o pai ainda menino.
Sua mulher, Maria Dolores, 60 anos, é também companheira de pescaria no rio Jacuí, na bacia do Guaíba, em Porto Alegre. Em breve, eles farão uma pausa de três meses na pesca. É a piracema. No passado, o período da reprodução das espécies era um problema para os pescadores. Agora, dá para esperar.
O centenário do "Camarada Lorotoff"
Jornalista Eduardo Palmério satirizou os costumes burgueses em milhares de artigos na imprensa brasileira
No dia 24 de maio de 2006, o jornalista Eduardo Palmério, o impagável crítico da burguesia paulista e carioca dos anos 40 a 60, completaria 100 anos. Irmão mais velho do escritor Mário Palmério, Eduardo nasceu na cidade de Sacramento, no Triângulo Mineiro, em 1906. No final da década de 1910, mudou-se com a família para Uberaba, o pólo cultural da região, que naqueles tumultuados anos de contendas emancipacionistas era considerada a "Capital do Triângulo".
O povo venceu a mídia
Durante a comemoração da reeleição de Lula na Avenida Paulista, uma faixa chamou a atenção de todos e principalmente da mídia: “O povo venceu a mídia”.
Nós e Newton
Paradoxo e Democracia
“Daí a constatação óbvia de que o Jornalismo independente significa permamente incômodo, sempre enfrentando atritos com quem manipula a informação, esteja esse manipulador no governo ou na oposição. Quando o poder e a imprensa se dão muito bem, o leitor se dá mal”
Gilberto Dimenstein in Armadilhas do poder - 1990
Dimas da Cruz escreve Nicomedes
“Nicomedes” representa um olhar momentâneo sobre a idealidade do mundo da Antiguidade Clássica, na época das conquistas romanas no Oriente, quando a república chegava ao fim de suas realizações históricas, vendo suas instituições políticas enrijecidas e deformadas sob o peso mesmo de seus notáveis triunfos sobre os Samitas, as cidades da Magna Grécia, Pirro e Cartago.
Albert Sabin - Benfeitor da Humanidade
O desenvolvimento da vacina oral contra a poliomielite tornou mundialmente famoso o médico e microbiologista americano Dr. Albert Bruce Sabin, que realizou também relevantes estudos sobre viroses humanas, toxoplasmose e câncer. Sua luta contra as enfermidades do homem começou quando ainda cursava a faculdade de medicina e no trabalho duro em um hospital em Nova Iorque na busca de diagnóstico da pneumonia, na época uma doença mortal e tão grave quanto outras mais recentes que ainda desafiam a capacidade dos cientistas.
Maneiras de Morar - O Censo no Final da Idade Média
Avaliar o quê? Quem?
Tributo a uma Educadora
Foi catequista durante 25 anos! Em 1928, começou a exercer mais uma atividade. Tornou-se professora da escola de Jaguara. No ano seguinte, casou-se com o Sr. Manoel Marcondes Leite, natural de Guaratinguetá. Tiveram três filhos: Maria Therezinha, José Luiz e Olga Maria. A caçula nasceu quando já moravam em Franca. D. Olga criou seus filhos com muito amor e dedicação. Por ser muito trabalhadeira, D. Olga nunca ficava sem ter o que fazer, quer em sua casa, quer na escola, quer na capela. Sempre quando podia, lia muito. Graças às suas leituras, tornou-se uma entusiasta admiradora do grande apóstolo São Paulo. Combativa, não era sua característica calar-se diante do erro. Sem dúvida, foi uma grande educadora. Os alunos de D. Olga, além de muito numerosos, eram reunidos em três classes de níveis de adiantamento diferentes. O trabalho da professora, portanto, era bem difícil, mas D. Olga tinha muito ânimo para lecionar. Rarissimamente faltava, pois mesmo quando ficava doente, quase sempre mesmo assim lecionava. Querida por seus alunos, era muito respeitada por eles. Na escola, sempre havia ordem, disciplina e respeito. Os seus alunos, assim, podiam aprender muito.
Os Milagres da Água
Resistir: utopia possível
Qualidade de Vida e Vocação Turística
Turismo: panorâmica e fragmentos de uma atividade de futuro
A Importancia do Planejamento no Desenvolvimento Sustentável do Turismo: uma questão de necessidade
Recordações da Rua Rui Barbosa
Semana do Meio Ambiente 2006
O Beco Sem Saída do Socialismo
Mulher
Corvina de Água Doce: a corvina e o ritual da devastação
Dom Hélder Câmara: uma estrela cintilante no século XX
Estação de Sacramento
Passa perto, passa perto, passa perto!
Sacramento! Sacramento!
Apear, descarregar, baldeação!
Sopé da serra do Cipó,
