Patrícia Ferreira Bianchini Borges

O livro como mercadoria



O livro como mercadoria

No mercado, o livro participa de uma cadeia bastante diversificada de produtos chamados culturais e, de um tempo para cá, parece ter desistido de competir com os meios eletrônicos e com as linguagens não-verbais, para com eles fazer todo tipo de aliança: temos o livro musical, o livro-jogo, o livro de imagens, o livro brinquedo... disposto, na livraria ou no supermercado, ao lado de fitas de vídeo, de chocolate, de sorvete, etc. Não há como negar que no grande mercado que está do lado de fora da escola tem havido um conjunto de iniciativas voltadas à educação de um leitor já habituado ao cinema e à televisão. Nessa busca, a estratégia parece ser a da aliança.


Ter X Ser



Ter X SerConsiderando-se as condições das sociedades de consumo dirigido, não se pode escapar dos promotores de tais sociedades, fato este, que nos integra num circuito elaborado a nossa revelia. A situação de dominação implícita nesse processo é evidente. O indivíduo desumaniza-se aos olhos de tais promotores e passa a ser visto como entidade econômica, consumidor potencial, cujo poder aquisitivo que o circunda permite-lhe possuir produtos aos quais se habitue e sem os quais não possa sobreviver, uma vez que está literalmente viciado no consumo de mercadorias que o dopam.

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