Literatura
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Clarice Lispector e Carolina Maria de Jesus: vozes femininas da literatura brasileira

Centenário da Presença das Irmãs Missionárias Franciscanas no Brasil
Aviação no interior
A revista Destaque In procura relacionar suas matérias com a realidade local de Sacramento e região. Na edição anterior a reportagem “Centenário do Vôo do 14 Bis” mostra o pioneirismo do brasileiro na aviação. Anteriormente, nos primeiros números da revista ed. nº 37 jan/fev 2001, registramos a ilustre presença de Santos Dumont na Gruta dos Palhares em Sacramento, tendo inclusive hospedado no Hotel do Comércio em 23 de junho de 1931 um ano antes da sua morte ocorrida em 23 de julho de 1932.
O Andarilho - a existência itinerante
O andarilho tem, na literatura brasileira, precedente ilustre na figura de Rubião, de Quincas Borba (1891), romance de Machado de Assis, e no filme homônimo, de 1986, do cineasta Roberto Santos, nele baseado.
Quero viver muitos anos
Sim, eu quero viver muitos anos mais. Mas não a qualquer preço. Quero viver enquanto estiver acesa, em mim, a capacidade de me comover diante da beleza.
A acomodação diante da beleza tem o nome de “alegria”, mesmo quando as lagrimas escorrem pela face. A alegria e a tristeza são boas amigas. Assim o disse a minha boa amiga Adélia: “A poesia é tão triste. Que é bonito encher os olhos de lágrimas. Por prazer da tristeza eu vivo alegre”.
Dimas da Cruz escreve Nicomedes
“Nicomedes” representa um olhar momentâneo sobre a idealidade do mundo da Antiguidade Clássica, na época das conquistas romanas no Oriente, quando a república chegava ao fim de suas realizações históricas, vendo suas instituições políticas enrijecidas e deformadas sob o peso mesmo de seus notáveis triunfos sobre os Samitas, as cidades da Magna Grécia, Pirro e Cartago.
Mulher
Estação de Sacramento
Passa perto, passa perto, passa perto!
Sacramento! Sacramento!
Apear, descarregar, baldeação!
Sopé da serra do Cipó,
Ter X Ser
Comício
De código lunático
Que denuncia o poder
Sentado no próprio rabo? Arrotos passam trovejantes
Em nuvens rubras abstratas
Vindas da capital (se faz aqui também) Como se a capital nos desse horizonte
Pedra Sobre Pedra
Se não acordamos com o seu cantar,
Despertado somos
Com as atividades de pedreiros e serventes.
É o portão da obra que se abre,
O martelo que ajusta uma tábua,
Lima Duarte e o Desemboque
"Ali...
Onde brotam as águas cristalinas
No cascalho virgem do córrego do Rolim
Sob as pedras redondinhas que escondem
A palha de arroz, o marumbé, a ferragem bonita...
Prelúdio de uma riqueza"
Dr. Amir Lança Livro sobre Eurípedes Barsanulpho
O escritor sacramentano Dr. Amir Salomão Jacob, lançou mais um livro nesta sexta feira dia 03 de fevereiro de 2006. A obra de cunho histórico retrata a personalidade do médium espírita Euripedes Barsanulfo como cidadão e homem público. A noite de autógrafos foi realizada na Casa da Cultura Sérgio Pacheco com a presença de intelectuais, familiares e amigos do autor que o homenagearam através dos oradores Dr. Bruno Scalon Cordeiro, Presidente da Câmara, Gil Barreto , Diretor da Editora da Universidade de Goiás, Virgínia Dolabela, do departamento de Cultura da Prefeitura, que enalteceram o valor histórico e literário da obra lançada.
Rio Letes
Corria nos Campos Elísios, que ninguém sabe onde eram, mas estranhamente sabe-se que numa de suas extremidades, talvez no Egito na versão mitológica ou, versão moderna, é palácio em Paris ou bairro em São Paulo.
"E Somente eu Sobrevivi para Contar-te"
Publicado há mais de 150 anos, Moby Dick, de Herman Melville
figura como obra prima da literatura universal e retrata
profundamente a insanidade a que o homem pode chegar quando
tenta superar a Natureza e se transformar em Deus.
“_ Oh! Acab exclamou Starbuck -, não é muito tarde, mesmo hoje, o terceiro dia, para desistir. Vê! Moby Dick não te procura. És tu, que loucamente o buscas!”
Este artigo não pretende revelar segredos sobre o clássico de Melville, nem tão pouco tornar maior ou melhor a insuperável criação do escritor norte-americano. O único intuito é divulgar a obra entre aqueles que não tiveram oportunidade de lê-la, ou trazê-la de novo à tona para os que a conheceram durante os verdes e imaturos anos da juventude e não puderam sorver toda a essência e grandeza que o belíssimo épico encerra.
Impressões da Primeira Literatura Italiana
O contacto com uma grande literatura é sempre marcante; jamais podemos esquecer a linha de crescimento que vai desde os primeiros, ainda tímidos esboços, até as obras-primas que assinalam o ponto mais alto daquele crescimento; as explicações sobre o fenômeno são, entretanto, menos interessantes que o fenômeno em si, acompanhado passo a passo nas obras que o testemunham.
Um Garoto da Cidade
Prezado Carlos Alberto,
Peço a Deus conceder-lhe todas as bênçãos necessárias para que você e sua família tenham uma vida plena: com muita paz, saúde e prosperidade. Feliz Natal e Ano Novo!
Pesquisadores Organizam Memorial Mário Palmério
Projeto prevê publicação da biografial oficial e instalação de um centro de documentação, de um portal na Internet e de um memorial até 2006
Coordenado pelo jornalista e professor do curso de Comunicação Social da Universidade de Uberaba (Uniube), André Azevedo da Fonseca, e pela professora e estudante do último ano de História, Cristiane Ferreira de Moura, o projeto Memorial Mário Palmério se propõe a organizar e divulgar o legado cultural e a memória do escritor, político e educador falecido em 1996.
"Para Velhaco, Velhaco e Meio"
Em um balanço geral das eleições, Vila dos Confins, de Mário Palmério, reconstrói cultura política do rústico e esquecido "interiorzão" do Brasil
"Importante, para um político, andar sempre com a memória em dia:
guardar o nome do eleitor, o da patroa, se possível até o dos meninos.
O pessoal apreciava – sempre era uma prova de atenção, de amizade."
Publicado em 1956 pela editora José Olympio, o romance Vila dos Confins, do escritor, político e educador Mário Palmério (1916-1996), trouxe uma relevante contribuição para a literatura regionalista brasileira.
Minha Terra
Também vou cantar a minha
Em ciranda nesses versos
Com a ajuda de uma rima
Minha terra tem pinheiros
Nela também canta o sabiá
Um canto triste e inzoneiro
Rio Grande
O rio da minha terra
É bem grande e leva ao mar
Referências da existência
Do Borá que o enlaçou.
Quantas doces melodias
A Glória de Carolina Maria de Jesus
Em Vôos, Pensamentos
Que calas por vezes,
E acabas por elos,
No belo entardecer?
- Sois bons, pensamentos,
Por em momentos
De lua cheia, morrer!...
Escrever não é Fácil
Carolina Maria de Jesus no Kansas: Uma História de Amor
No dia 19 de outubro do ano passado, abri meu email e recebi uma mensagem de uma pessoa que se identificava como “carolinamariadejesus". Como eu tenho há muitos anos grande interesse em qualquer assunto relacionado com Carolina Maria de Jesus, este nome do remetente chamou a atenção. Abri a mensagem e li o seguinte texto, em inglês: “Nós somos um grupo de estudantes de Uniontown, Kansas, fazendo uma pesquisa para apresentar no “Dia da História". Estamos no momento procurando um tópico para a nossa pesquisa. Há uns dias vimos o nome de Carolina Maria de Jesus. Já sabemos um pouco sobre a vida dela, e que ela era do Brasil. Nós gostaríamos de saber se você tem alguma informação sobre esta mulher ou seus descendentes. Qualquer ajuda seria muito apreciada!” Quatro nomes começando com a letra “K” assinavam a mensagem.
Antes de responder a mensagem, eu dei uma olhada na Internet pra ver onde fica tal lugar, e se existe mesmo. Descobri que Uniontown é uma cidadezinha muito pequena, com 701 pessoas, e localizada a um pouco menos de 100 milhas de Kansas City. A cidadezinha tem uma escola de segundo grau, e as mocinhas que assinavam a mensagem eram de lá. Respondi a mensagem delas, dando algumas informações, e pedindo outras delas, e assim seguimos. No decorrer destes últimos cinco meses, cheguei a conhecer bem este grupo de jovens estudantes que deram à Carolina Maria de Jesus um tratamento que ela não tem recebido dos próprios compatriotas no Brasil. O roteiro deste trajeto que ainda estou fazendo com elas me dá ao mesmo tempo muita alegria e muita tristeza.
A alegria é devida ao fato de que a obra e a história de Carolina Maria de Jesus chegou até uma cidadezinha como Uniontown, no meio do Kansas, e comoveu um grupo de mocinhas brancas, de classe média, que não falam português, que não dançam samba e nunca comeram uma feijoada. Este grupo, composto por Kalisa, Kylie, Kayle e Kaity (que se apelidam “as meninas 'K'”) enxergou, mesmo através da distância geográfica, lingüística, cultural e temporal, que Carolina Maria de Jesus foi uma mulher excepcional, merecedora de atenção, e cuja vida é um exemplo de fibra e determinação.
A Tecnologia e Nós
Bom Mesmo é Ser Livre
Mãe
Mãe hábil, mãe ágil
A cura da dor - criança
A dor dos tombos primeiros
E o anjo dos passos - primários.
Mãe jardim da minha infãncia
Mafalda Monte Lança Livro
Retrato
A meu primo, João Carlos Bertolucci
Porém,
De mim virão os ancestrais...
Purga o destino
Ao viés da história
