Destaque In
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Minha Primeira Ascensão
Guardo uma recordação indelével das deliciosas sensações de minha primeira tentativa aérea.
Cheguei cedo ao parque de aerostação de Vaugirard, a fim de não perder nenhum dos preparativos. O balão, de uma capacidade de setecentos e cinqüenta metros cúbicos, jazia estendido sobre a grama. A uma ordem do Sr. Lachambre, os operários começaram a enchê-lo de gás.
O fim trágico de um inventor atormentado
No auge de sua criatividade, Santos Dumont foi traído pela saúde. Com menos de 40 anos, já se sentia cansado e envelhecido. “Em 1910, ele começou a sentir os sintomas de uma doença grave, a esclerose múltipla”, conta o biógrafo Henrique Lins. “Seus reflexos ficavam lentos, ele sentia enormes dificuldades para trabalhar, faltava-lhe destreza manual”.
A esclerose múltipla é descrita hoje pelos neurologistas como uma doença auto-imune. Ou seja, por falhas no sistema imunológico, a pessoa produz anticorpos contra seu próprio organismo. Esses anticorpos atacam a mielina, uma espécie de capa que protege as fibras nervosas presentes em todo o sistema nervoso, que conduzem os impulsos elétricos. O mal provoca fraqueza nos braços e pernas, falta de coordenação motora, descontrole urinário e dificuldades visuais. Em cartas para amigos, Santos Dumont escreveu: “Já não tenho controle sobre meus nervos, sou uma pessoa estressada”.
Tem início a Primeira Guerra Mundial (1914 1918) e, como Paris está mobilizada para o esforço de guerra, o brasileiro viaja para Trouville, no sul do país. Lá, é tomado como espião alemão e preso. Após passar uma noite na delegacia, acaba solto pelo governo francês. Mas está arrasado, em estado de choque.
Ao voltar para casa, queima seus arquivos, projetos e diários. Também o deprime ver seu invento usado para bombardear cidades. De volta ao Brasil, tentou morar em Petrópolis, onde construiu uma casinha original, em São Paulo, em Cabangu. Mas não se sentia bem em canto algum.
A doença se tornou mais grave, a depressão aumentou. Desesperado, refugiou-se em um sanatório na Suíça.
Em uma carta de 9 de agosto de 1926, queixou-se a um amigo:
... eu continuo um dia bom outro mal com a tal doença, que não se sabe o que é, mas não desejo para ninguém”.
Em 1928, de volta ao Rio de Janeiro, foi recepcionado, muito a contragosto seu, com uma homenagem na Baía de Guanabara.
Um grupo de professores da Escola Politécnica do Rio e intelectuais embarcaram para o vôo inaugural de um hidroavião batizado com seu nome. Mas o aparelho, ao manobrar em vôo, tocou com a asa na água, espatifou-se, afundou e matou todos os seus tripulantes. Santos Dumont, arrasado, declarou: “Tenho pedido que não voem à minha chegada. Quantas vidas sacrificadas por minha humilde pessoa...”.
Em 1930, ele estava muito pior. No ano seguinte, seu sobrinho, Jorge Dumont Villela, levou-o para descansar em um hotel do Guarujá, no litoral de São paulo. Lá, ele passava o dia brincando com as crianças, na praia, e observando o vôo das gaivotas.
O país estava dividido por uma guerra. São Paulo lutava contra o governo Vargas, no que ficou conhecido como a Revolução Constitucionalista de 1932. Santos Dumont se mortificava ao saber que aviões militares sobrevoavam Santos, bem perto de seu refúgio.
No dia 23 de julho de 1932, o sobrinho deixou momentaneamente o hotel La Plage, onde estavam hospedados. Ao retornar, encontrou Santos Dumont no banheiro do quarto, enforcado com uma gravata.
O governo paulista explorou politicamente a morte do inventor, dizendo que ele havia se matado por desgosto, ao saber que Getúlio estava usando o avião como arma de guerra. Getúlio Vargas, por sua vez, fez divulgar a versão de que o herói havia morrido de forma natural. E proibiu a expedição do atestado de óbito com a causa mortis: suicídio por enforcamento. Santos Dumont tinha acabado de completar 59 anos.
O Beco Sem Saída do Socialismo
Ao Leitor
Minha Viagem à Índia
A história da pecuária brasileira é uma seqüência do pioneirismo realizado por heróis capazes de sonhar tão grande quanto o país merece e transformar sonhos em realidade. Virmondes Martins Borges é um deles e o artigo que assina, uma de suas últimas mensagens, antes de morrer.
Ao Leitor
Parque Nacional da Serra da Canastra
Possivelmente o nome foi dado porque a serra se assemelha a uma canastra.
Auguste de Saint-Hilaire
Com Saint-Hilaire nas Montanhas do Futuro
Por: Fernando Gabeira
São Roque de Minas. Viajar com um livro de Saint-Hilaire pela serra da Canastra, em busca das nascentes do rio São Francisco, é uma boa lição. De paciência em primeiro lugar, pois ele levou semanas para alcançar a pé a cachoeira Casca D'Anta.
Nós a avistamos em cinco minutos de vôo.
Cartas - Ed. 65
Caro Sr. Carlos Alberto Cerchi
Quero muito agradecer-lhe pelo livro Antologia Poética de sua autoria, que tive o imenso prazer de receber através do meu primo Ayres Soares, o Sr. não pode imaginar o meu contentamento por tê-lo em minhas mãos, desde o momento que o recebi me emocionei muito ao tocar nesse manuscrito, se o Sr. pudesse me ver nesse instante perceberia que de algum jeito que nem eu compreendo, pude sentir o amor e a extrema dedicação com que ele foi escrito, porque em cada letra que possui tão lindos contornos, exala todo cuidado e a ternura com que foram desenhadas, um olhar atento não pode deixar de perceber a imensa atitude amorosa que alavancou essa obra.
Manusear esse manuscrito, ler tudo que contém em suas folhas, meditar sôbre o seu conteúdo é para mim uma honra, e sinto que de alguma forma a vida em sua generosidade me propicia isso, através de mecanismos que desconhecemos, sinto que fui agraciada por ter a oportunidade de conhecer essa obra, que dá continuidade ao conhecimento que tenho de outros livros seus, Memória Fotográfica de Sacramento, Os Bondes de Sacramento e também Antologia Poética do Sr. Homilton Wilson, que foram elaborados com o mesmo espírito de pesquisador incansável, que coloca sua empreendedora vontade de fazer constar da história tantos acontecimentos de suma importância, enaltecendo a história da nossa tão querida Sacramento.
Ao Leitor
O Grande Mistério das Taxas de Juros
Ib Teixeira
Outro dia encontramos na internet revelação interessante do internauta Mauro Prestes. Segundo ele, se uma pessoa tivesse depositado R$ 100 na caderneta de poupança em julho de 1994 - data do lançamento do Plano Real -, teria atualmente em sua conta algo em torno de R$ 374. Mas, se na mesma ocasião tivesse ido a um banco e contraído um empréstimo de R$ 100, qual seria hoje o montante de sua dívida? A resposta, para minha surpresa e certamente espanto dos leitores, seria nada menos que R$ 139.259! Vamos repetir: centro e trinta e nove mil duzentos e cinqüenta e nove reais!
Educação e Chocolate
Inez Lemos
A grande tarefa do neoliberalismo foi transferir a educação da esfera da política para a esfera do mercado, deslocando seu caráter de direito e reduzindo-se à condição de mercadoria. A crise na educação passa por uma reconceitualização da noção de cidadania, que surge centrada numa revalorização do indivíduo como proprietário. O modelo de educação atual é composto de escolas privatizadas, dinâmicas e consumidoras. A idéia de educação que pretendemos recuperar é de uma educação gestada com a concepção de democracia, quando os critérios de igualdade e de direitos sociais sejam contemplados. Do desafio faz parte construirmos barreiras ao discurso do capitalista, como às tendências do mercado e outros discursos que atuam com efeito de verdade. Devemos trabalhar na linha da desconstrução. Desconstruir o discurso da demanda e construir o do desejo. A luta por um outro mundo requer práticas discursivas. Se existe o discurso do capital, do supérfluo, do fetiche, pode existir o discurso dos consistentes, dos letrados e eruditos. Dos interesses no elogio do belo e do bom. O renascimento de uma outra ética e estética exige desobediências aos “mercadores do chocolate”. O movimento deve incluir a moral dos homens e não a do mercado. O mercado quer interferir nas fantasias e na moral dos homens.
Cartas - Ed. 64
Prezado Sr.
Carlos Alberto Cerchi
Editor da Revista Destaque In
Sacramento - MG
Venho, por meio deste agradecer-lhe os 18 exemplares da Revista em epígrafe gentilmente ofertados quando visitei Sacramento (Números 61, 60, 59, 57, 33, 31, 58, 39, 35, 56, 55, 62, 49, 34, 36, 46, 53 e 62) que, aos poucos, lerei e examinarei com calma.
Pesquisadores Organizam Memorial Mário Palmério
Projeto prevê publicação da biografial oficial e instalação de um centro de documentação, de um portal na Internet e de um memorial até 2006
Coordenado pelo jornalista e professor do curso de Comunicação Social da Universidade de Uberaba (Uniube), André Azevedo da Fonseca, e pela professora e estudante do último ano de História, Cristiane Ferreira de Moura, o projeto Memorial Mário Palmério se propõe a organizar e divulgar o legado cultural e a memória do escritor, político e educador falecido em 1996.
Hospital do Câncer de Barretos
A pequenina semente plantada na década de 60 pelo Dr. Paulo Prata só conseguiu germinar, crescer, se fortalecer e conquistar espaço no cenário oncológico nacional, graças à competência, desprendimento e seriedade de seus médicos e equipe técnica.
Sorelle Presentes Completa 25 Anos
Ao Leitor
Ao Leitor
Editorial
Chega ao Fim a Missão de João Paulo II
Lei Determina Novo Método de Medição de Terras
Cartas - Ed. 63
Cerchi,
Ficamos encantadas com seu livro "Memória Fotógrafica de Sacramento". Não é só um livro com fotos, ilustraçõs de lugares , lazeres, mostrando as belezas de Sacramento etc ,mas um trabalho minucioso, de pesquisa , desafiador, registrando o início e ãs transformações desta Histórica cidade "Triangulina" Sacramento, com exatidão, perfeição e garra.
Mafalda Monte Lança Livro
José Luciano Leitão Lavor
Édmo Gobbo
Cartas - Ed. 62
Recebi, com satisfação e entusiasmo, sua carta e os exemplares da ativa (e já vasta) produção editorial sacramentana que teve a gentileza de remeter, livros e coleção de Destaque In que vêm sobremaneira enriquecer a seção triangulina de minha biblioteca.
Editorial
A Oeste de Minas - Luis Antonio Bustamante Lourenço
Povoamento, pecuária, formação de vilas e arraiais no oeste de Minas Gerais são os temas centrais da Pesquisa desenvolvida por Luís Augusto Bustamante Lourenço, que faz um brilhante estudo sobre a produção do espaço do Triângulo Mineiro entre os anos 1750 e 1861.
Dica Para Leitura: A Criança em Idade Pré-escolar - Tereza M. M. Borges
O objetivo principal deste livro é contribuir com o debate atual sobre a Educação Infantil: seu papel, sua organização, sua especificidade metodológica.
